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SINDIPROM, início, desenvolvimento e perspectivas

Setor de Feiras de Negócios: inicio desenvolvimento e perspectivas

Em 1988 foi promulgada a Constituição da República Federativa do Brasil. Seu objetivo foi estabelecer o Brasil como um Estado Democrático de Direito, em um sistema Federativo.

Conforme fora determinado no texto constitucional, foi realizado o plebiscito, fixando desde então a forma de governo; a república derrotando a forma de monarquia, determinando o sistema de governo presidencialismo, derrotando o parlamentarismo.
A Constituição então vigente permitiu em seu artigo 8º, uma maior possibilidade de criação de Sindicatos, Federações e Confederações.

Estabelecendo critérios que possibilitou eliminar conflitos e dualidades de representação das classes produtoras e trabalhadoras.

Há 29 anos tivemos o privilégio de convocar duas dezenas de empresas do setor de Feiras e criamos a UBRAFE , contraditando uma associação, criada em Brasília, sem qualquer representatividade e legitimidade.

Naquela época, os organizadores estavam submetidos à aprovação de cada Feira pelo Ministério da Indústria e Comercio.
A criação do Sindicato, foi consequência e necessidade deste período de liberação , onde oportunistas e aventureiros, empreendiam.

Assim tivemos o privilégio de criar o SINDIPROM -SP, e também participar da criação do SINDEVENTOS, possibilitando assim formar um arcabouço de representatividade patronal e trabalhadores no setor de Feiras, Eventos e Montagens.

Até então, não havia uma representação direta, o setor estava vinculado a sindicatos que representavam dezenas de atividades.

Assim a diretriz básica foi a de se criar uma relação direta entre empresas inscritas no SINDIPROM-SP e os seus colaboradores inscritos no SINDEVENTOS.

De imediato o Sindicato teve o apoio das empresas do setor, tivemos duras reuniões com outros Sindicatos, que julgavam estar sendo alijados de suas representatividades.

Tivemos ainda o privilégio de participar com um pequeno grupo de Sindicatos, da formação da Federação de Serviços, para tanto tivemos de enfrentar forças poderosas , a Assembleia de Constituição da Federação ficou em aberto por mais de seis meses, vencemos na Justiça e ficou criada a Federação e o setor ficou representado; posteriormente, criou-se a Confederação de Serviços.

Nestes últimos trinta anos podemos fazer uma correlação com os espaços criados em todas as regiões do Brasil e, em particular na cidade de São Paulo, maior polo do Sistema Expositor do Brasil; a área construída, no Brasil sofreu, neste período, um incremento de mais de 1.000%.

Os mais recentes trabalhos de dimensionamento, em particular, o realizado pela UBRAFE, em 2014, demonstra a magnitude do setor e a gama de interatividade com dezenas de atividades de serviços, envolvendo a área de Feiras, Eventos e Congressos no Brasil.

A representação organizada permitiu e permite uma interação entre Organizador – Realizador, Centros e Espaços para Eventos e Trabalhadores, possibilitando fazer estas atividades cada vez com maior profissionalismo e eficiência.

Hoje há condições melhores de trabalho em toda a Cadeia Produtiva de Eventos. É certo que a atividade de Eventos sempre está açodada pelo tempo escasso e a pressão inerente aos Eventos. A melhoria na qualidade da mão de obra, dos equipamentos e dos materiais e componentes é, e será uma constante da atividade Eventos.

As Associações, os Sindicatos, Academias, estão sempre considerando a necessidade de desenvolvimento, proteção e formação de mão de obra e de melhoria nas condições nos espaços para Eventos.

O SINDIPROM tem como desafio, no presente e no futuro, o aprimoramento da mão de obra, das condições de trabalho, da logística de operação, realização e desmontagens dos Eventos.

Historicamente, o formato de Feiras com realizações sequenciais, teve início na segunda metade da década de 1950.

Em 1954 São Paulo comemorou o quarto centenário de sua fundação, para tanto foi construído, em parte, o Parque Ibirapuera e construído um pavilhão para uso temporário nas comemorações, a sua permanência serviu de berço para a realização de Feiras Industriais, cabendo ao setor da Indústria Têxtil ser representada com a primeira Feira Industrial sob a denominação de FENIT – Feira Nacional da Indústria Têxtil, surgindo em sequencia diversas feiras representativas de segmentos industriais tais como :- mecânica – eletroeletrônica; automobilística, utilidades domésticas, etc.

Na década de 1960, em seu final, iniciou-se a construção do, magnífico e surpreendente, Pavilhão de Exposições do Parque Anhembi, sendo que em novembro de 1970, inaugurou-se , mesmo em parciais condições de uso, com o Salão do Automóvel, mudando para sempre o Sistema Expositor Nacional.

O setor de Feiras, Eventos e Congressos é, acima de tudo um mundo emocionante e apaixonante, quem faz parte sabe o que é, só os fortes sobrevivem, com imensa alegria.

Dr. Jose Rafael Guagliardi
Abril, 2015